segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

As vezes...


As vezes ainda me pego perdida em seus olhos, que me olhavam de forma tão doce, com a cabeça encostada na pilastra do aeroporto enquanto eu esperava a minha mala chegar... E a mala demorou, lembra? E vc estava ali, do mesmo jeito quando fui andando em sua direção, com o coração a mil e respiração presa, até finalmente dar o nosso primeiro abraço...

As vezes ainda escuto o seu pedido de "me da mais um abraço?" e sinto o meu coração acelerado de novo da mesma forma que ficou ao ouvir um pedido tão carinhoso e especial...

As vezes ainda sinto o seu suspirar, como senti quando peguei a sua mão pela primeira vez, dentro daquele taxi...

As vezes ainda sinto a agonia de preencher logo os dados da hospedagem do hotel, para subir logo para o quarto 308 e ali sim, poder olhar cada detalhe seu...

As vezes ainda me sinto andando nas nuvens, assim como andei quando caminhei até você, ali depois de olhar cada detalhe seu...

As vezes, ainda sinto a sensação única do nosso primeiro beijo... aquela mistura de sentimentos impossíveis de colocar aqui, em palavras, por mais que eu me esforce. Nunca mais senti nada parecido e sei que não sentirei mais.

As vezes ainda sinto você em meus braços, olhando nos meus olhos, me fazendo acreditar que o amor existia e que estávamos vivendo ele de uma forma pura, única, sem se importar com mais nada e que o mundo era só nosso...

As vezes ainda escuto sua voz dizendo: "Te amo!"...

As vezes ainda lembro da nossa primeira briga séria e o nosso primeiro rompimento... e de como doeu... e de como me virei pra pedir o seu perdão... E de como não foi preciso falar muito, bastou olhar nos seus olhos mais uma vez... e de como vc meio correndo ao meu encontro e me abraçou.

As vezes lembro que me importava com olhares ao nosso redor, enquanto tomávamos um chopp e vc me olhava fixamente e sem piscar.

As vezes me lembro do nosso primeiro beijo após a primeira reconciliação e que dessa vez, foi vc quem veio em minha direção...

As vezes me lembro de como era gostoso subir a rua deserta, de mãos dadas com vc, passando frio e eu, com um certo medo, devido ao deserto da rua... Rs...

As vezes me lembro de como a despedida era sempre tão dolorida... mas nos dava força pra continuar em frente, já planejando o próximo encontro.

As vezes, passo em frente ao extinto posto de gasolina, onde demos um longo abraço quando vc veio aqui... Vc estava com cheiro de mar e sentindo o encantamento da praia. O posto foi desativado e eu passo por ele todos os dias ainda.

As vezes, sinto a mesma alegria que senti ao te ver naquele Rock in Rio, com os olhos vidrados no palco ou batendo cabeça ao som do Metallica... 

A essa altura do campeonato, a sua felicidade já me deixava feliz e eu seria capaz de tudo para que não tivéssemos nos perdido no meio de tanta felicidade. Acho que o medo do incerto nos deixou inseguros a ponto de deixar passar algo tão bom e único.
Bastava um telefonema, uma mensagem, um texto sincero para que nosso dia fosse lindo, colorido, ótimo, feliz... Ríamos tanto, fazíamos planos loucos, contávamos os dias para nos ver, usávamos alianças nas duas mãos e até um alargador eu coloquei em minha orelha! Rsrs..
Vc conheceu minha família, meu mundo, minha casa... Fui muito feliz. Provei da felicidade real, pura e sei agora que ela existe de verdade!

Mudamos... Somos mto diferente do que éramos nessa época e acho que, ainda podemos ser dessa mesma forma que éramos, se o destino nos reservar isso no futuro.

Eu só queria que vc tb lembrasse de nós, assim desse jeito, as vezes. 


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